Vejo bem… Os meus pais passaram-me boas qualidades. A minha mãe deu-me a capacidade de perdoar, de cuidar, de tentar entender e aceitar as razões dos atos dos outros. O meu pai fez-me muito curiosa com tudo e todos, sensível à cultura e à arte e a jamais medir alguém pelo seu aspeto, mas pelo seu caráter. Agradeço-lhes tudo isto. De origem trago um otimismo imbatível e a capacidade de superar os piores momentos com sentido de humor. Já o meu filho deu-me paciência e uma capacidade de resiliência que não fazia ideia que tinha.
Vejo mal… Para começar, tenho dificuldade em analisar o meu lado negro. Tomo decisões levada pelo entusiasmo, o que me pode fazer inconsequente. Sou indisciplinada e há planos que não chegam a sair da minha mente. Sou insegura e desconfiada, embora disfarce muito bem e pareça o contrário. Tenho muitas ideias feitas, o que me torna arrogante nas minhas certezas. Tenho medo de confrontos e detesto discussões. Por isso, muitas vezes, prefiro desistir e abandonar o barco.
Radialista
45 anos