Escolhas culturais da realizadora Catarina Ruivo.
Um inconcebível acaso
Acabei de ler esta obra de Wislawa Szymborska e quando acabei de a ler, voltei ao início. Leio poesia como quem toma vitaminas. Ajuda-me a viver, a pensar, a escrever, dá-me as palavras que eu não tinha. Gosto de ficar a pairar num verso, ler e reler.
Tenho sonhos eléctricos
Gostei muito deste filme de Valentina Maurel. Gosto de ver primeiras obras, há nelas uma intensidade, uma coragem, uma ousadia. Os filmes seguintes podem ser mais perfeitos, mas é bonita a imperfeição e a coragem de uma primeira obra.
O medo devora a alma
Revi há pouco esta longa-metragem de Fassbinder. O nome do filme foi para mim um mote que me ajudou nas escolhas que fui fazendo na vida. Nestes tempos sombrios em que vemos regressar pulsões destrutivas que representam o pior de nós, esta obra mantém a sua urgência e atualidade. Comoveu-me a sua terrível e pungente humanidade.